Poli Saúde Laboratório Policlínica
NOTÍCIA

30/03/2012
Serviço de Cirurgia Cardíaca da Policlínica realiza procedimento inédito na região

Clique para ampliar

O procedimento:

A - transposição dos grandes vasos;

B - divisão dos grandes vasos e retirada das coronárias

da artéria pulmonar;

C - inversão da aorta com a artéria pulmonar

 (aorta levada para trás);

D - sutura dos vasos e implante das coronárias na aorta.


 

No dia 23 de março, o Centro Cirúrgico da Policlínica Pato Branco registrou um evento até então inédito nas regiões Sudoeste e Oeste do Paraná. Os profissionais do Serviço de Cirurgia Cardíaca realizaram uma cirurgia para correção da transposição dos grandes vasos da base (TGVB) do coração de uma criança com quatro dias de vida. A transposição é causada por uma má formação e, de uma forma simplista, significa a troca de lugar dos vasos que saem do coração - a artéria aorta se origina no ventrículo direito, em vez de se originar no esquerdo, e a artéria pulmonar surge no ventrículo esquerdo, em vez de surgir no ventrículo direito. A cirurgia foi realizada por uma equipe multiprofissional da Policlínica e levou cerca de seis horas. A menina saiu da respiração assistida nesta quinta-feira (29) e recupera-se bem na UTI Neonatal da Policlínica. A família da paciente é do Oeste de Santa Catarina.

A transposição dos grandes vasos da base é um grave problema que gera duas circulações paralelas. No bebê operado, a artéria aorta está no ventrículo trocado e direciona o sangue venoso de volta para a circulação do corpo, sem ser oxigenado pelos pulmões. "Se a correção da transposição não fosse realizada, a menina não teria chances de sobreviver", explica o médico Paulo Giublin, chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca da Policlínica e que comandou o procedimento. Segundo o cirurgião, a correção tem obrigatoriamente que ser realizada com até 15 dias de vida - depois desse período, o lado esquerdo do coração pode não suportar mais a troca das artérias.

A cirurgia para correção da TGVB é considerada de grande risco e muito agressiva à criança, que pesava 3,4 kg. Foi preciso abrir o tórax e fazer a circulação extracorpórea do sangue (um equipamento faz o papel do coração). O procedimento só ocorreu na região pelo fato de a Policlínica deter o serviço de alta complexidade em Cardiologia, somado à qualidade dos profissionais de saúde e à estrutura acreditada pela ONA (Organização Nacional de Acreditação) nos 44 setores do hospital.

A menina está sob os cuidados dos profissionais da UTI Neonal e Pediátrica da Policlínica, supervisionados pelos pediatras Fernando Rios Fonseca, Flavio Sbardelotto, Dayse Adazs Fonseca e Nadya Giselle Almeida da Silva. "Se tudo correr bem, a criança deverá receber alta em uma semana", adianta Paulo Giublin. O médico observa ainda que as perspectivas são de que a paciente tenha uma vida normal assim que estiver plenamente recuperada da cirurgia.

Equipe - Além do cirurgião cardíaco Paulo Giublin, participaram do procedimento para correção da transposição dos grandes vasos os médicos Rinaldo Wolker (cirurgião cardiovascular) e Ivai de Azevedo (anestesiologista), e a equipe de profissionais do Centro Cirúrgico da Policlínica Pato Branco. Clélia Dallolmo e Daniel Madruga foram os assistentes e Angélica Gemelli operou a máquina coração-pulmão.