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NOTÍCIA

07/03/2012
8 de março, Dia Mundial do Rim

A segunda quinta-feira do mês de março foi escolhida para ser o Dia Mundial do Rim. Neste ano, a data, que não serve como comemoração e, sim, como alerta para a ocorrência de doenças renais crônicas, cai no dia 8 de março. “Rins em defesa da vida” é o tema escolhido pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) para 2012 e tem como objetivo chamar a atenção dos governantes e da população sobre as questões relacionadas à Doença Renal Crônica (DRC). Segundo a SBN, estima-se que no mais de dez milhões de brasileiros tenham algum grau de DRC, com o agravante de que muitos não sabem que estão com o problema.
O médico nefrologista Daniel Nascimento, da Unidade de Terapia Renal (UTR) de Pato Branco, observa que pequenos cuidados podem ser bastante eficazes para prevenir ou diagnosticar precocemente as doenças renais. Segundo o médico, deve-se diminuir e/ou controlar o peso, parar de fumar, beber cerca de 1,5 litro de água por dia e praticar atividade física regularmente.
Daniel Nascimento também destaca outra ação importante: incluir dois exames simples e acessíveis nos check-ups: creatinina e parcial de urina. O nefrologista explica que os exames são importantes para se saber se há alguma doença renal e acrescenta que os diabéticos, hipertensos, fumantes e aqueles com histórico de doença renal na família fazem parte do grupo de risco e devem ter atenção redobrada.
Conforme informações da SBN, o diagnóstico tardio e o fato de se tratar de doenças assintomáticas, ou seja, que não causam dor ou sintomas aparentes, são fatores que dificultam o tratamento das doenças renais. A SBN disponibiliza na internet (www.sbn.org.br) outras informações e até vídeos sobre a prevenção da DRC.
Saiba mais - As doenças renais fazem com que os rins, aos poucos, parem de funcionar. No começo, o paciente com a doença renal não percebe nenhum sintoma. Nessa fase, é possível tratar, pois os rins ainda estão funcionando bem. Quando o doente renal começa a sentir os sintomas, quer dizer que é tarde demais e os rins já estão parando de funcionar. Aí não é mais possível tratar da doença e o paciente vai precisar de hemodiálise e de transplante de rins.