Poli Saúde Laboratório Policlínica
NOTÍCIA

20/08/2010
Policlínica realiza o 500º transplante renal em Pato Branco

A equipe de profissionais responsáveis pelos transplantes renais na Policlínica Pato Branco atingiu uma marca expressiva na terça-feira (16 de agosto): o 500º transplante de rim realizado no hospital, o único da região Sudoeste capacitado para o procedimento. A paciente é uma estudante de 20 anos, de Francisco Beltrão, que recebeu um rim doado pelo próprio pai. No momento, ela está em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Policlínica, sob os cuidados dos nefrologistas da Unidade de Terapia Renal (UTR). De acordo com o médico nefrologista Daniel Emygdio do Nascimento, a previsão é de que ela seja transferida para o quarto nos próximos dias e tenha alta na próxima semana. Em Pato Branco, de janeiro até agora, já foram realizados 18 transplantes renais, sendo 12 de doadores vivos e seis de doadores falecidos.
A paciente, que pediu para não ser identificada, tem 20 anos e é estudante de Arquitetura. Ela conta que a espera pelo transplante foi de aproximadamente dois anos, e que não chegou a precisar de hemodiálise, pois teve a sorte de ter compatibilidade com seu pai, que doou o rim. A paciente informa que está se sentindo bem e que pretende voltar à rotina normal o mais rápido possível. “Quero voltar a estudar, pois tive de parar por causa da doença renal”, explica. Ela também quer deixar no passado a angústia que sentiu ao enfrentar a possibilidade de ficar na fila de espera para doação, enquanto não sabia se haveria compatibilidade com seus familiares. “É uma situação muito difícil e pude ver como é importante a doação de órgãos”, completa.
O médico urologista Sergio Luiz Janczeski Júnior fez a cirurgia para o transplante de rim na estudante beltronense, o de número 500 em Pato Branco, e ressalta a evolução registrada no procedimento. “Quando eu comecei a realizar transplantes renais, há 18 anos, levava-se cerca de seis horas, desde a retirada do órgão do doador até o transplante. Este transplante, o 500º, levou duas horas e quarenta e cinco minutos”, compara. O urologista credita o desenvolvimento à capacitação da equipe que realiza os transplantes na Policlínica Pato Branco. “É uma equipe multiprofissional, que conta com urologistas, anestesistas, cirurgião vascular e os nefrologistas (que fazem o acompanhamento clínico antes, durante e após o transplante), além de outros profissionais”, relata.
O médico Sergio Janczeski Jr destaca ainda que os índices de sucesso nos transplantes renais realizados na Policlínica Pato Branco estão equiparados aos de grandes centros do Brasil e do mundo. “É a soma de fatores importantes: temos profissionais capacitados, apoio de ótimo Centro Cirúrgico e UTI estruturada. São poucos os locais no Paraná que contam com uma estrutura como a nossa”, observa. No Estado, além de Pato Branco, são realizados transplantes renais em Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá.

Pato Branco
O primeiro transplante renal realizado na Policlínica Pato Branco aconteceu em 1985, com doador vivo. Segundo dados da Unidade de Terapia Renal (UTR), dos 500 transplantes realizados até o momento, 254 são de doador vivo (50,8%) e 246 foram efetuados com doador falecido (49,2%). Até o ano passado, em Pato Branco, o percentual de doadores falecidos era maior, fato que mudou com os números de 2010: 12 de doadores vivos e seis de doadores falecidos.