Poli Saúde Laboratório Policlínica
NOTÍCIA

28/11/2012
Procedimento inédito para retirada de melanoma é realizado na Policlínica Pato Branco

A Policlínica Pato Branco adicionou mais uma ação à sua história de pioneirismos. No dia 23 de novembro, foi realizada pela primeira vez nas regiões Sudoeste e Oeste do Estado a perfusão isolada de membro inferior com quimioterapia hipertérmica, tratamento complexo utilizado para combater o melanoma, um tipo de câncer de pele extremamente agressivo. Uma equipe multidisciplinar, comandada pelo cirurgião oncológico da Policlínica, Leonardo José Ribeiro, acompanhado do também cirurgião oncológico Leandro Carvalho Ribeiro (diretor geral do hospital Erasto Gaertner, de Curitiba), realizou com sucesso o procedimento na perna de um homem de 67 anos, residente em Pato Branco. O paciente continua internado e recupera-se bem.

Ao todo, sete médicos estiveram envolvidos no processo: Leonardo Ribeiro e Leandro Ribeiro (cirurgiões oncológicos), Gilmar Biscaia (oncologista clínico), Ivai Saiao Aranha Falcão de Azevedo (anestesiologista), Paulo Giublin (cirurgião cardiovascular), Rinaldo Wolker (cirurgião cardiovascular) e Gerson Kempfer (médico nuclear).

O cirurgião oncológico Leonardo Ribeiro explica que o paciente apresentava um melanoma com lesão avançada e que a única chance de cura era o procedimento de retirada cirúrgica do tumor, aliado à administração de uma dose altíssima de quimioterápico localizada apenas na perna - daí o termo perfusão de membro isolado. "É um procedimento muito complexo, pois envolve médicos de diferentes especialidades, atuando juntos", observa Leonardo Ribeiro.

Como em uma orquestra, cada profissional teve papel importante: os cirurgiões oncológicos retiraram o tumor; os cirurgiões cardiovasculares cuidaram da circulação extracorpórea do sangue; o oncologista clínico calculou e manipulou a dose do quimioterápico; o médico nuclear, via cintilografia, monitorou se o quimioterápico estava restrito apenas à perna; e o anestesiologista cuidou de aspectos clínicos do paciente, além de mantê-lo sedado durante todo o procedimento.

O primeiro procedimento de perfusão de membro isolado na Policlínica Pato Branco foi acompanhado pelo diretor geral do hospital Erasto Gaertner, Leandro Carvalho Ribeiro. O cirurgião oncológico participou do procedimento, a convite de Leonardo Ribeiro, e elogiou a estrutura da Policlínica. "O hospital está preparado para realizar procedimentos semelhantes. Tem toda a estrutura necessária e profissionais competentes", declarou Leandro Ribeiro, que além de diretor do Erasto Gaertner é preceptor dos serviços de Melanoma e de Cirurgias de Emergência do hospital curitibano. Leandro Ribeiro também ressaltou o "mérito do cirurgião Leonardo Ribeiro, que conseguiu reunir todos os profissionais para o procedimento".

De acordo com Leonardo Ribeiro, o tratamento de melanomas com perfusão de membro isolado deverá tornar-se rotineiro na Policlínica Pato Branco. "É um dos poucos tratamentos de câncer que não fazíamos aqui. Será mais uma comodidade para a população de Pato Branco e da microrregião", concluiu Leonardo Ribeiro.

Perfusão de membro isolado
É um tipo de quimioterapia utilizada, ocasionalmente, para tratar melanomas avançados confinados a um braço ou a uma perna. Ela é realizada durante um procedimento cirúrgico. O fluxo de sangue do braço ou perna é isolado e uma dose elevada de quimioterapia é injetada diretamente no membro afetado num curto período de tempo.
O procedimento implica na colocação de um cateter na artéria que envia sangue para o membro, e um segundo cateter é colocado na veia que drena sangue a partir dele. Um torniquete é acionado em torno do membro para garantir que a quimioterapia não irá para o resto do corpo.
Fonte: Instituto Oncoguia.